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sábado, 12 de maio de 2018

Sistema Político e Democracia


"Sistema Político e Democracia"
Compreendendo a relação mútua do Homem com o Meio, sendo o Meio para o Homem um conjunto de saberes, por via da observação e vivência direta, cria-se vínculos.  O Homem compreendeu a essência dos fenômenos naturais a partir daquilo que se vê, é um ser ativo, que sofre a influência do meio atuando sobre este, transformando-o. Considerando a disponibilidade dos recursos naturais existentes e, dependendo de como se daria tal relação, haveria ou não obstáculos ao progresso, atuavam movidos pelos instintos e orientados para a sobrevivência. O Homem consolidou-se no centro entre o domínio dos recursos naturais e o desenvolvimento dos objetos humanos, na qual se discutia a ideia de pertencimento das pessoas em relação ao meio, assim desenvolvendo o espaço em que vive a humanidade.
O Homem precisou se organizar para reger as relações entre si, Ele consegue isso a partir do entendimento de ser um indivíduo social por natureza, porém, onde cada um possui suas características próprias e, por isso acarretando em conflitos. Ele sentiu a necessidade de estabelecer arranjos institucionais, organizando a vida, assim influenciando o comportamento das pessoas. O mecanismo de poder é criado, onde os interesses são transformados em objetivos que são levados à tomada de decisões. O Estado faz uso da violência, organiza e regula a vida social. O uso da violência de forma legítima, porque ele representa o coletivo e suas necessidades, mascarando a garantia dos direitos sociais, civis e políticos.
A transformação política na sociedade veio com a Revolução Francesa, resultado do processo de evolução intelectual, verdade científica fundamentada na razão, refletindo diretamente no Estado, consequentemente na sociedade, um Estado laico. Era necessário colocar um ponto final na história das trevas e do obscurantismo místico-religioso. A democracia torna-se fundamental e o princípio da cidadania libertária, igualitária e fraterna torna-se a essência do Iluminismo.
Entendemos o ser Humano como o ponto central da trama social, sendo toda a sociedade voltada a valorar o Humano, carregando assim a sociedade que habitamos, a vida coletiva. No Brasil o silêncio populacional em política reflete-se na concordância passiva diante de uma voz que impera, o egoísmo e a inconsciência misturam-se em uma mesma massa omissa das situações socioeconômicas nacionais, a conivência e a cumplicidade dos cidadãos “pré-ocupados” com os assuntos públicos, conflitua com o bem comum das manifestações populares, com a finalidade de realizar um fim comum, conhecido por todos e libertário. Não só o interesse ao fim das mazelas governamentais de caráter institucional dos representantes do povo, mas ao exercício político do cumprimento moral, dos deveres e das obrigações governamentais. O voto e a militância, atuando juntos em uma política partidária, em busca do melhor para a sociedade que habitamos, pensando no outro social, no coletivo, no sentimento de pertencimento do Estado, concretizado em uma sociedade política estável, assegurando o exercício das aptidões do cidadão.
O que se apresenta em nosso País é um exercício político de centralidade, onde o governante não atende às virtudes e preferências de uma comunidade ou nação, assim, não estabelecendo o bem comum, retroagindo ao patamar do indivíduo ausente como um ser. Evidenciando as instituições políticas regidas por leis que derivam das relações políticas de interesses, em diversas classes, assim dividindo a população, as formas de organização econômica e a distribuição do poder. Imperando as bancadas das famílias, empresarial e das empreiteiras. O governo brasileiro entende muito bem que política, é o resultado de um “feixe” de forças provenientes das ações concretas dos homens em sociedade, traduzindo; ações concretas dos detentores de riqueza, denominados historicamente de classes dominantes, imperando como nunca o walfere state sobre todas as camadas sejam politizadas ou não.
A retomada do papel do estado centralista na economia, na manutenção dos fundamentos neoliberais e a não realização de reformas estruturais, enfatizando o fisiologismo descarado nos convida a rever nossa posição de cidadãos, como politizados, polarizados ou reféns? Já não basta a intensa crise econômico-financeira, frequentes crises político-institucionais e partidária além do acirramento da luta ideológica de classes. É um período da história política brasileira bastante significativa, nesse período se condensam alguns impasses e conflitos da democracia burguesa.
Como não se interessar e ter chamado a atenção, a dinâmica político administrativa e social da república Federativa do Brasil, país da massificação da mídia global, e de políticos vorazes e suas estratégias de manipulação da massa popular ao estímulo das classes dominantes a apropriar e sugar os atributos de um território originariamente livre. Sim mais que nunca necessitamos de um processo de evolução intelectual, científica fundamentada na razão que reflita diretamente no Estado.

Relações étnico-raciais e política


"Relações étnico-raciais e política"
Torna-se a dizer oportuno, que a análise do tema relações étnico-raciais e política, apresentado por Gilmara Souza, inicia-se pela dissertativa focada na violência não destacável, a violência que anula o direito do sujeito. Considerando que no Brasil a violência envolve os padrões a as normas tornando-a comum, ela aceita o pressuposto utilitarista de que a moral consiste em pesar custos e benefícios, e apenas espera uma avaliação mais ampla das consequências sociais.
Convém ressaltar que raça é uma categoria das espécies de seres vivos, utilizada pela biologia como forma de classificação. Em termos sociais, o uso do termo raça é usado enquanto senso comum para determinar grupos étnicos a partir de suas características genéticas[1]. Embora o texto não venha discutir o sistema classificatório empregado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em seus levantamentos para a identificação racial das pessoas, o qual é replicado nos registros administrativos da União[2]. Ele reafirma o racismo institucional, evidenciando a violência, que não chega a surpreender, a morte a tiros não causa espanto [3].
Registra-se ainda denúncia da banda Titãs, na célebre “Miséria”, dizendo [...] A morte não causa mais espanto. O Sol não causa mais espanto. [...] Miséria é miséria em qualquer canto. Riquezas são diferentes. Cores, raças, castas, crenças [...][4], a morte “matada” não causa mais espanto, assassinato a tiros, não causa mais espanto. Infelizmente em plana pauta de discussão dedicada às relações étnico-raciais e política, uma Mulher, negra, feminista, socióloga “cria da favela”, com uma vida política dedicada à militância na defesa dos direitos humanos e contra ações violentas nas favelas, é assassinada. É inegável exigir a imediata investigação e punição dos assassinos. Esse é mais um ato ostensivo de violência que afronta à civilidade brasileira, país plural, alicerçado em um desenvolvimento econômico escravocrata, em verdade, dividindo a sociedade brasileira em dois grupos: o branco, formado por cidadãos livres e o outro negro, constituído de homens e mulheres “não cidadãos” escravizados. A raiz da sociedade brasileira consolida as atitudes, preconceitos e comportamentos que rejeitam, discriminam e excluem pessoas por qualquer distinção, cujo objetivo é anular ou destruir o exercício dos direitos humanos e das liberdades fundamentais nos campos político, econômico, social, cultural ou em qualquer outro campo da vida pública[5]. Um exemplo foi o processo de ocupação ou povoamento da região Sul por europeus, quando o governo brasileiro, a nosso pensar, procurando defender seu domínio sobre essa porção do país, incentivou à imigração europeia. Verdade seja, a real intenção do governo foi a branquitude ou branqueamento da população. Por iguais razões a região poderia ser ocupada por escravos alforriados, homens livres, que em verdade teriam autonomia em desenvolver cultivos agrícolas e o comércio interno no país. 
A condução governamental de um país sério, seria, agir com justiça, proclamar a redenção da conduta monárquica de escravidão. Ao contrário de criar um mito de democracia racial, camuflado em racismo, impedindo a construção de uma sociedade harmonicamente racial. Por tais razões nosso país padece trazendo à tona o preconceito e o eterno questionamento, “que país é esse? ”


[1] Fonte: https://www.significados.com.br/raca/. Acesso em 15 de março de 2018.
[2] GUERREIRO, R. Osório. TD 0996-O sistema classificatório de cor ou raça do IBGE.  Brasília, DF. Novembro de 2003. IPEA. Fonte: http://www.ipea.gov.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=4212. Acesso em 15 de março de 2018.
[3] BBC Brasil Morte de vereadora no Rio ‘muito infelizmente reflete as estatísticas’. Fonte: http://www.ipea.gov.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=32635. Acesso em 15 de março de 2018. Consequentemente.
[4] Miséria. Sergio Affonso / Paulo Miklos / Arnaldo Filho.

[5] International Migration, Racism, ONU, 2001. Adaptado.

Que país é esse? Te falo meu irmão!


Proposta de trabalho de sensibilização política e interpretação artística pelo Professor Adriano de Geografia sobre a letra do poema dos alunos do 7º ano, sala 705. Com o tema “O Nosso País”. Letra criada pelos alunos: Pablo Henrick M. da Silva, Isabelle Andrade, Lavínia R. da Silveira e Richardy L. de Souza Gonçalves. Colaboraram para o desenvolvimento criativo da música os alunos da sala 705. Realizado nos dias 9, 10 e 11 de abril de 2018.
O PAÍS
QUE PAÍS É ESSE?
TE FALO MEU IRMÃO!
A GENTE QUER MAIS UM POUCO DE PAZ NESSA NAÇÃO!
QUE PAÍS É ESSE?
CADÊ A LEI DO CIDADÃO?
PROMESSA COM A NAÇÃO!
O POVO ESTÁ PEDINDO, MAIS ORGANIZAÇÃO.
QUE PAÍS É ESSE?
CADA DIA QUE PASSA
VAI ACABANDO O SEU RESPEITO.
E O POVO BRASILEIRO
VAI PERDENDO O SEU DIREITO!
QUE PAÍS É ESSE?


O direito conquistado: os direitos das mulheres e suas garantias constitucionais


"O direito conquistado: os direitos das mulheres e suas garantias constitucionais"
Me pergunto, que diferença faz uma mulher amar um homem ou uma mulher? Que diferença faz uma pessoa ser homossexual, bissexual ou heterossexual? Frequentemente tomamos conhecimento de violação dos direitos humanos ligados à orientação sexual ou identidade de gênero. Continuo me perguntando, que diferença faz ter um professor umbandista ou cristão? Brasil é oficialmente um Estado laico, e em linhas gerais pondero que deve ser assim, principalmente pela sua origem étnica e cultural.
A relação inter-racial, que é a base de nosso país miscigenado, significa algo para o brasileiro? Considero que a garantia de liberdade do povo brasileiro, recorre a verdade em vedar a criação de distinções entre o povo, seja, religiosa, étnica ou de gênero. A própria constituição vigente determina ampla liberdade e igualdade entre as pessoas miscigenadas. “Mais do que aceitar as diferenças e simplesmente tolerá-las é importante compreender que cada indivíduo é único e tem suas características próprias”[1]. Ao reconhecer e valorizar que o processo de formação do povo brasileiro é marcado pela diversidade etnocultural, a par disso, os PCNs elegem a Pluralidade Cultural como um dos temas transversais que deve estar presente na educação básica[2], portanto constituir um processo de formação de sujeitos de direitos cooperativos e efetivar a cidadania plena para a construção de conhecimento, como se observa, no campo constitucional, a discriminação ou racismo é o ato de tratar as pessoas de forma diferenciada a partir de determinadas características pessoais. Já o preconceito é um juízo de valor ou ideia preconcebida. É uma predisposição negativa dirigida a pessoas, grupos de pessoas ou instituições sociais[3]. Inclusive a dignidade da pessoa humana é um dos fundamentos da Constituição Federal Brasileira consolidando a promoção da igualdade e a liberdade de expressão afetiva-sexual e identidade de gênero, por iguais razões visa combater qualquer tipo de discriminação motivadas em tais características. Ademais a promoção da dignidade humana fundamenta-se em analisar como nosso comportamento atinge aos outros indivíduos.
Cumpre observar o fato de que no Brasil os comportamentos de ódio contra pessoas estão presentes, se apresentando na violência física e/ou psicológica, no tratamento de forma diferenciada e negligente ou até a negação de direitos. Vale lembrar que sexualidade é inerente à personalidade. A pessoa não escolhe, ela é, e, se reconhece como heterossexual, homossexual ou bissexual. Não obstante isso as mulheres sofrem também com a violência físic, evidenciado em vários casos por meio da violência sexual, por meio da qual se força a mulher a manter relação sexual sem consentimento, a violência psicológica, presente em nosso dia a dia em comentários que as subjugue e diminua suas expertises, sendo inegável a disparidade salarial no geral.
 É preciso insistir no fato de que a organização feminina ocorreu, mobilizaram-se, foram em busca de efetivação de direitos, garantias, rendimentos e oportunidades com os discursos emancipatórios, contudo de caráter, que determina a relação de alguém para com o mundo como um todo. Tiram-se os rótulos, mas não o preconceito. Em síntese “se meu olhar pudesse ver no outro não o rótulo que a vida e a sociedade lhe impuseram, mas um processo em constituição, um arquiteto de si, haveria humanização permanente das relações da sociedade”[4]. Em virtude dessas considerações, as atitudes históricas das mulheres refletem ao apelo de humanização, tendo em conta as construções históricas e culturais e de gênero que marcaram as relações entre homens e mulheres.





[1] FIEMG/SESI. Guia diversidade, p. 11. Abril 2016.
[2] CAMPOS, Helena Guimarães. A história e a formação para a cidadania nos anos iniciais do ensino fundamental/ Helena Guimarães Campos. – 1. Ed.-São Paulo: Livraria Saraiva, 2012.
[3] FIEMG/SESI. Ob, cit., p. 11.
[4] Para filosofar. Vários autores. – São Paulo: Scipione, 2000.

Diversidade religiosa, política e o Candomblé


"Diversidade religiosa, política e o Candomblé”
A contemporaneidade da diversidade religiosa e inclusão merecem um diálogo político sério e aberto nos meios de comunicação, assim promovendo o pluralismo étnico, de forma a criar condições para que os direitos humanos sejam cumpridos em todas as esferas, sejam das minorias ou dos mais vulneráveis. A diversidade religiosa levantada para a discussão pelo professor Erisvaldo, questiona o Estado brasileiro, principalmente pelo preceito de ser um Estado oficialmente laico, pois a constituição brasileira não institui uma religião oficial no país[1].
A discussão segue em uma linha de pensamento comum para nós brasileiros, onde a afirmação em que, religião e política não se discutem. Dessa forma tratando-se de uma afirmação do senso comum, mas que na realidade social isso se discute sim. Na literatura de Jorge Amado, há uma reflexão mais aprofundada sobre essa discussão, principalmente pela exclusão da comunidade negra na sociedade brasileira, trazendo para o texto “O compadre de Ogum” a reflexão sobre a marginalização e exclusão religiosa da comunidade negra no Brasil, caracterizados historicamente pela violência sob seus múltiplos aspectos com vistas a garantir a lucratividade do colonizador. Porém o que se encontra é uma sociedade brasileira intolerante contra as religiões de matrizes africanas, essa intolerância enraizada na sociedade brasileira seguindo por séculos por uma "separação". Na sua acepção mais comum por uma "identidade separada”[2].
A religião tem por base a adoração da Natureza, da sua alma, sendo por isso chamada de anímica. Contudo a crença de um deus criador, comum a todas as nações africanas levou à sua assimilação com o Deus dos cristãos. Esta assimilação foi aceita pela maior parte dos seguidores do candomblé que combinam elementos tradicionais africanos com aspetos da religião cristã. A perseguição da Igreja a estas práticas foi persistente, mas o Candomblé conseguiu sobreviver até aos dias de hoje integrando adeptos de todos os estratos da sociedade (DAMASCENO, 2011, p.02)[3].

Articular religião e política em um país laico, miscigenado, multicultural, multicolorido como o Brasil, é uma questão de identidade nacional, também de pertencimento. Nós brasileiros precisamos nos conscientizar que o Estado deve ser o prover dos direitos básicos como a proteção de seu povo contra a força que vier a infringir todos os direitos. Porém o que se apresenta em nosso território é a premissa da violência da discriminação, marginalização e exclusão da comunidade negra.
A discriminação é um monstro que atormenta os negros a cada momento de sua vida, para lembrá-los de que a mentira de sua inferioridade é aceita como verdade. (Matin Luther King )

Nossa Nação é populosa, ou seja, possui um elevado número de habitantes em relação à grande parte dos países do mundo, e fazemos parte de um povo miscigenado de diferentes nacionalidades proporcionando o desenvolvimento de uma riqueza cultural singular, principalmente devido à influência dos povos africanos, cujos elementos sobrevivem aqui durante séculos. Essa condição deve ser reconhecida e aceita pela Nação brasileira e não somente na forma sincrética e exótica de folclore afro-brasileiro.
Os negros ao chegarem em solo brasileiro com suas crenças, trazem também no grupo, pessoas com conhecimento para difundir de forma oral a sua religiosidade para os demais, e estes embora convertidos forçosamente mantém seus rituais dentro das senzalas por debaixo de altares cristãos, onde escondiam elementos litúrgicos do candomblé. (DAMASCENO, 2011)[4].

Vivemos de forma velada um Apartheid, em termos políticos, significa manutenção da supremacia de uma aristocracia branca, baseada numa rígida hierarquia de castas raciais, para as quais existe uma correlação direta entre a cor da pele e as possibilidades de acesso aos direitos e ao poder social e político.
A educação das relações étnico-raciais em nosso país, baseia-se na organização das pessoas, através de movimentos sociais com o foco reivindicatório e busca da humanidade, considerando o cenário dos dias atuais, diante dos limites históricos impostos ao africano escravizado e seus descendentes. Os esforços desses sujeitos na luta pela libertação representa uma condição de coragem e postura de indignação diante da escravidão, e não de apatia ou passividade. Jorge Amado não foi apático nem passivo no Compadre de Ogum, ele foi o delator e denunciou todo o sofrimento étnico através da literatura, de forma a enraizar na composição formativa e intelectual das futuras gerações de brasileiros.
Porém, em Salvador, se redefine o calendário cristão, em um novo ciclo de festas populares, quando foi encontrada nos santos católicos correspondência a identidades associadas aos orixás nagôs homenageados não só em cerimônias privadas. A partir de então, os orixás africanos passam a ser festejados com toda a pompa nas festas católicas. E tais comemorações aconteciam e acontecem até os dias de hoje, nas ruas, nas praças, nos mercados e mesmo nas igrejas das cidades (MOURA, 1995)[5].

Diante desse cenário valoriza-se o povo brasileiro pelas características marcadas pela diversidade de tipos físicos das pessoas, como a cor da pele e do cabelo, e por uma identidade cultural que incorpora diferentes aspectos, como os modos de falar, de vestir e de se alimentar advindos de diferentes nações e concentrados na República Federativa do Brasil.

Referências

Disponível em:
Acesso em: 14/04/2018.

Disponível em:

Disponível em:
< http://www.repositorio.unb.br/handle/10482/19848>.
Acesso em: 14/04/2018.


[1] Erisvaldo Pereira dos Santos. A educação das relações étnico raciais, as religiões das matrizes africanas e a dupla pertença no episódio “O Compadre de Ogum” na literatura de Jorge Amado.
[2] Bobbio, Norberto, 1909- Dicionário de política I Norberto Bobbio, Nicola Matteucci e Gianfranco Pasquino; trad. Carmen C, Varriale et ai.; coord. trad. João Ferreira; rev. geral João Ferreira e Luis Guerreiro Pinto Cacais. - Brasília : Editora Universidade de Brasília, 1 la ed., 1998. Vol. 1: 674 p. (total: 1.330 p.) Vários Colaboradores. Obra em 2v.
[3] DAMASCENO Willians Moreira a influência da religião africana no brasil - teologia - filosofia ...teo-filo-lit-wm.blogspot.com/.../influencia-da-religiao-africana-no.html,2011.
[4] DAMASCENO Willians Moreira a influência da religião africana no brasil - teologia - filosofia ...teo-filo-lit-wm.blogspot.com/.../influencia-da-religiao-africana-no.html,2011.
[5] MOURA, Roberto. Tia Ciata e a Pequena África no Rio de Janeiro. RJ: Coleção Biblioteca carioca, 1995.

VISITA A CÂMARA MUNICIPAL DE IBIRITÉ

No dia 11 de maio de 2018, aconteceu a visita dos alunos do 7º e 9º anos da Escola Municipal Professora Carmelita Carvalho Garcia - CAIC, na Câmara Municipal do Ibirité. O objetivo foi participar com os alunos de uma plenária pedagógica, conscientizando-os para a participação como cidadãos de Ibirité  na dinâmica política do Legislativo de Ibirité. A visita foi  promovida pelos Coordenadores do curso de formação da Escola Cidadã. Como motivação a Câmara Municipal de Ibirité cumpriu sua função em proporcionar o diálogo com os alunos na casa Legislativa.

















terça-feira, 3 de outubro de 2017

Como a erosão constrói montanhas.



Nicholas Pinter e Mark T. Brandon.

Entender como forças tectônicas, erosivas e climáticas interagem para dar forma às montanhas facilita a compreensão da história da Terra.

As montanhas evocaram reverência e inspiraram artistas e aventureiros durante toda a existência humana. Pesquisas recentes levaram a novas e importantes concepções sobre como estas magníficas formações da Terra vieram a existir. Ao que parece, montanhas são criadas e tomam forma não apenas pelo movimento das vastas placas tectônicas que constituem o exterior da Terra, mas também pelo clima e pela erosão. Em particular, as interações entre processos tectônicos, climáticos e erosivos exercem influência sobre a forma e altura máxima das montanhas, além do tempo necessário para formar – ou destruir – uma cadeira inteira de montanhas. Paradoxalmente, a moldagem das montanhas parece depender tanto das forças destrutivas da erosão quanto do poder construtivo da tectônica. De fato, depois de 100 anos considerando a erosão a irmã frágil da tectônica, muitos geólogos agora acreditam que a erosão possa ser o membro mais poderoso da família, como expresso por um grupo de pesquisa, “Saboreie a ironia. As montanhas talvez devam seu vigor às minúsculas gotas de chuva”. Devido à importância da formação de montanhas na evolução da Terra, estes achados têm implicações significativas para cada ramo das geociências. Para um geólogo, planícies, desfiladeiros e, em particular, montanhas da Terra revelam o perfil do desenvolvimento do planeta ao longo do tempo. Nesta história de expansão, as montanhas apontam onde eventos na crosta da Terra, ou logo abaixo dela, como as colisões das placas tectônicas, lançaram impetuosamente esta camada superficial em direção ao céu. Portanto, montanhas são manifestação mais visível das poderosas forças tectônicas em operação e dos vastos períodos temporais em que essas forças operaram. A tentativa de entender a formação de montanhas tem uma longa história. Um dos primeiros modelos gerais foi o Ciclo geográfico, publicado em 1899. Esse modelo propôs um ciclo de vida hipotético para as cadeias de montanhas, desde um nascimento violento provocado por um breve mas poderoso espasmo de soerguimento tectônico até um deslizamento gradual à “senilidade” devido à erosão lenta, mas persistente. A beleza e a lógica do Ciclo geográfico convenceram os geólogos, por quase um século, a fazer vista grossa para suas limitações. Nos anos 60, a revolução da tectônica de placas explicou como a formação de montanhas está relacionada a movimentos horizontais de vastos blocos da litosfera – a porção relativamente fria e quebradiça do exterior da Terra. De acordo com este amplo arcabouço teórico, a energia térmica interna dá forma à superfície do planeta por compressão, aquecimento e quebra da litosfera, cuja espessura varia de 100 km ou menos abaixo dos oceanos, até 200 km ou mais abaixo dos continentes. A litosfera não é uma carapaça sólida, mas está subdividida em dezenas de placas. Impelidas pelo calor vindo de baixo essas placas se movem umas em relação às outras, explicando a maioria das características e fenômenos superficiais familiares do nosso mundo, como terremotos, bacias oceânicas e montanhas. Os geocientistas não descartaram a tectônica de placas como uma força na formação de montanhas. Nas últimas décadas, porém, chegaram à conclusão de que uma melhor descrição das montanhas seria dizer que não resultam apenas da tectônica, mas são produtos de um sistema que abrange processos erosivos e climáticos, além dos tectônicos, e tem interações complexas com esses componentes. [...]


Clima e erosão.

A concepção emergente orientada por sistema da edificação de montanhas adiciona a esses fenômenos tectônicos os efeitos muitas vezes intimamente entrelaçados de erosão e clima. Erosão inclui a desagregação da rocha-mãe, o desprendimento do sedimento das encostas e o transporte do sedimento pelos rios. A mistura de agentes erosivos numa dada paisagem – gravidade, água, vento e gelo glacial – depende do clima local, da declividade da topografia e dos tipos de rocha da ou próximos da superfície. O clima está ligado à erosão porque afeta a velocidade média da perda material de uma paisagem. Em geral, condições mais úmidas favorecem maiores velocidades de erosão. Entretanto, maior umidade também promove o crescimento da vegetação, que ajuda a “blindar” a superfície. Montanhas em latitudes polares são menos vulneráveis à erosão, em parte devido à aridez dos climas frios e também porque lâminas de gelo continental, como as da Groenlândia e Antártida, geralmente estão congeladas na rocha subjacente e provocam erosão reduzida. Em contraste, geleiras de montanha, como as dos Alpes europeus e Sierra Nevada da Califórnia atacam agressivamente a rocha subsuperficial e, portanto, este tipo de geleira pode ser o agente erosivo mais potente da Terra. Existem muitas outras ligações entre erosão, clima e topografia. Por exemplo, montanhas desviam os ventos que fluem sobre elas, provocando maior precipitação em certas áreas e, consequentemente, intensificando a erosão. Conhecido como orografia, este efeito é também responsável pela “sombra da chuva”, que cria desertos nas encostas a sotavento de muitas cordilheiras. A elevação também pode afetar a erosão porque a temperatura média diminui com a altitude de maneira que picos mais elevados são menos propensos à proteção da vegetação e mais facilmente erodíveis pelas geleiras. Nas regiões temperadas, a velocidade de erosão é proporcional à declividade média da topografia, aparentemente porque gravidade e processos impelidos pela água são mais efetivos em encostas mais íngremes. Considerados juntos, todos estes fatos sugerem que as montanhas desenvolvem seus próprios climas à medida que crescem – tornando-se tipicamente mais úmidas, frias e caracterizadas por erosão mais intensa.


As ligações descritas demonstram a conveniência de considerar as cadeias de montanhas um sistema. Para entender o comportamento de qualquer sistema desse tipo, é necessário identificar seus componentes e as interações entre eles. Já que essas interações são complexas, algumas contribuições ao sistema podem levar a resultados surpreendentes. Essas complexidades incluem ligações estabilizadoras ou desestabilizadoras de feedback entre processos. No exemplo simples que descrevemos, o sistema é forçado pela colisão tectônica, que adiciona massa ao cinturão montanhoso e a resposta é um aumento na altura média da cadeia de montanhas. À medida que as montanhas se elevam, aumenta sua erosão, inibindo o ritmo de crescimento. Este exemplo ilustra um feedback negativo, onde uma força positiva contínua aplicada a um sistema leva a uma resposta progressivamente reduzida. Em contraste, o feeedback positivo tem o efeito posto, acelerando quaisquer alterações em um sistema. A criação de uma sombra de chuva é um exemplo de feedback positivo. A erosão é inibida, permitindo que uma cadeia de montanhas continue o crescimento rápido. A sombra de chuva ao norte dos Himalaias contribui para a formação do altaneiro Platô Tibetano

O conceito de feedback está no centro da nova concepção de como as montanhas são erigidas – e até como a construção de montanhas afeta o sistema terrestre como um todo. Vários tipos diferentes de feedback foram reconhecidos ou postulados. Entre as ideias mais inesperadas que resultaram dessas descobertas está a percepção de que vários feedbacks importantes permitem que processos de superfície, como clima e erosão, influenciem profundamente os processos tectônicos muito abaixo da superfície (e vice-versa).

Isostasia é a chave Um feedback importante ocorre através do fenômeno conhecido como isostasia, que se refere à flutuabilidade da crosta terrestre sobre o manto mais denso. Uma cadeia de montanhas, como qualquer estrutura física, deve ser sustentada e ocorre que essa sustentação vem principalmente da força da crosta e da isostasia. Sob os picos vertiginosos de toda cadeia de montanhas está uma “raiz” flutuante de crosta que penetra no manto. Icebergs oferecem uma analogia útil: já que o gelo tem cerca de 90% da densidade da água, uma dada massa de gelo acima da água é sustentada por nove vezes essa massa abaixo da linha da água. A crosta continental tem cerca de 80% a 85% da densidade do manto abaixo, permitindo que raízes crustais de dezenas de quilômetros de profundidade sustentem montanhas com milhares de metros de altura. Isostasia é o mecanismo central que vincula a evolução tectônica, ou interna, de uma montanha ao seu desenvolvimento geomórfico, ou externo. Quando a erosão na superfície remove massa a isostasia responde pelo soerguimento de toda a cadeia de montanhas para substituir cerca de 80% da massa removida. Esse soerguimento explica vários fenômenos que eram enigmáticos antes que os pesquisadores tivessem avaliado inteiramente o papel do feedback na edificação de montanha.

Por exemplo, levantamentos topográficos de alta precisão ao longo da margem oriental dos Estados Unidos revelaram que o solo está subindo a velocidades de poucos milímetros a poucos centímetros por século. Isso era intrigante porque os Montes Apalaches situam-se no interior da placa norte-americana, onde não existem bordas convergentes que expliquem o soerguimento. Alguns geólogos sugeriram que os resultados do soerguimento deveriam, portanto, estar errados. Dada nossa nova interpretação, contudo, parte ou todo o soerguimento pode ser a resposta isostática à erosão, particularmente nas áreas de alto relevo dos Apalaches. A erosão que se concentra na base dos vales fluviais pode ser especialmente significativa porque pode erguer picos de montanha a elevações maiores que aquelas antes do início da erosão. Isso é possível porque a remoção da massa é localizada (nos vales), mas a resposta isostática ergue o bloco montanhoso inteiro, inclusive vales e picos. Embora a isostasia consiga escorá-las por muitos milhões de anos, paisagens sem elevação tectônica realmente acabam sucumbindo à erosão. Vários estudos sugeriram que grandes áreas da Austrália são bons exemplos de paisagens decadentes muito velhas. Essas áreas, que não passaram por soerguimento tectônico por milhões de anos, estão, no máximo, a poucas centenas de metros acima do nível do mar. Seus índices de soerguimento superficial parecem compatíveis apenas com resposta isostática à erosão. Em montanhas tectonicamente ativas como os Himalaias e os Alpes europeus, o soerguimento medido reflete uma combinação de forças tectônicas propulsoras e soerguimento isostático impelido por erosão. Dados os ritmos em que as montanhas crescem e depois decaem, podemos inferir que dezenas de grandes cadeias de montanhas surgiram e desapareceram na Terra em toda a sua história. [...]
Três estágios Embora seja crença geral que relativamente poucas montanhas da Terra estejam em perfeito equilíbrio, muitas delas podem ter atingido esse equilíbrio em algum ponto de sua história. Cadeias de montanhas, ao que parece, muitas vezes passam por três fases distintas. A primeira, que é o estágio formativo, começa com a convergência de placas ou algum outro evento tectônico que engrossa a crosta e provoca a ascensão da topografia. Durante este estágio, as velocidades de soerguimento são maiores que as de erosão. As velocidades de erosão, contudo, aumentam à medida que aumentam as elevações. Dependendo do tamanho da cadeia e do clima local, o soerguimento pode persistir até que os ritmos de erosão ou a força da crosta limitem a elevação média da cadeia e impeçam o aumento adicional. Este é o segundo estágio, um equilíbrio dinâmico que pode continuar enquanto as velocidades de soerguimento e de erosão continuarem iguais. Quando diminui o soerguimento, a erosão começa a dominar e começa o estágio final. Neste estágio final, a elevação média da cadeia de montanhas inicia um longo e lento declínio. O ciclo pode ser interrompido ou complicado em qualquer estágio por eventos tectônicos ou climáticos, bem como por feedback entre aqueles processos e a erosão. O novo modelo de como as montanhas se desenvolvem promete ser tão revolucionário quanto foi a tectônica de placas há cerca de quatro décadas. Assim como a tectônica de placas conseguiu explicar a distribuição mundial de terremotos, vulcões, fósseis e muitas rochas e minerais diferentes, a nova interpretação da formação de montanhas mostra como as forças tectônicas, o clima da Terra e a topografia interagem para criar algumas das paisagens mais espetaculares da Terra. Assim como a tectônica de placas, o novo modelo também elucida fenômenos que há muito confundiam os geólogos. Simulações computacionais que incorporam muitos dos principais preceitos do modelo, por exemplo, se mostraram eficientes em mimetizar os efeitos das complexas histórias tectônicas, variabilidade climática e diferentes cenários geológicos. Novas pesquisas fornecerão mais detalhes ainda de como as magníficas cadeias de montanhas da Terra crescem, evoluem e declinam, além dos detalhes sobre a importância das montanhas na moldagem do clima e na tectônica da Terra.


PINTER, Nicholas; BRANDON, Mark T. “Como a erosão constrói montanhas”. In: Scientific American Brasil,  As formas mutantes da Terra, edição especial n. 20. São Paulo: Duetto. p. 76-83.



segunda-feira, 2 de outubro de 2017

RAQUETE SOLAR / FOTOVOLTAICA



Projeto da raquete solar / fotovoltaica para apresentar no Prêmio ArcelorMittal de Meio Ambiente 2017, realizado pelos alunos do 8º ano da escola municipal Professora Carmelita Carvalho Garcia - CAIC.
 IBIRITÉ-MG


A motivação inicial foi aproveitar a energia solar de forma inovadora em uma raquete convencional de matar mosquitos. Com a utilização de uma raquete solar é possível evidenciar a funcionalidade e as possibilidades de uma placa fotovoltaica.
A raquete elétrica de matar mosquitos foi utilizada por ser um mecanismo elétrico acessível, de tecnologia simples, de baixo custo que possibilita a utilização de energia solar no seu funcionamento.
O interesse pelos alunos veio à tona quando o protótipo da raquete solar ficou pronta e funcionando. Utilizando uma tecnologia “supostamente” simples de adquirir energia elétrica disponível e gratuita.
O objetivo que pretendemos é sensibilizar os alunos para a mudança de hábitos em relação ao uso da energia elétrica convencional, seguindo, para avançar na etapa de conscientizá-los ao uso de energias renováveis, adquiridas por baixo custo.
A questão chave identificada nesse tema foi, a descoberta da possibilidade de cada aluno gerar energia renovável a custo quase zero, com o mínimo de impacto natural possível. Assim aguçando a criatividade em relação a utilização da placa fotovoltaica e consequentemente a energia solar.
O projeto possibilitou a iniciação em segurança em circuitos elétricos, geração e transformação de energia aos alunos do 8º ano, assim como, a possibilidade de criar agentes multiplicadores contra o ataque do mosquito nas dependências da escola. Além de aguçar a criatividade para projetos em energia solar na escola, como o estudo de dois projetos já iniciados, o primeiro; um circuito elétrico simples com placa fotovoltaica, fixada em uma capinha de celular, com o objetivo de carregar o celular, o segundo projeto, utiliza a raquete solar de matar mosquitos, também como carregador USB de 5V.



O projeto foi realizado com a finalidade de sensibilizar e conscientizar a comunidade escolar para a importância e os benefícios da geração e uso de energias renováveis. Como nossa escola participa do programa municipal “Escola Sustentável”, foi aliado ao tema proposto pelo Prêmio Arcelor Mittal de meio ambiente 2017: meio ambiente e ciência: a energia de minha cidade. Para isso foi aplicado coletivamente o desafio do Quiz. Os alunos Superquentes foram selecionados para desenvolver um projeto que aproveite a energia solar de forma mais inteligente e que seja consciente e sustentável. Uma das questões observadas foi sobre o traçado do sol no decorrer da manhã, sua incidência ou não nas salas de aula e o desperdício do potencial da energia solar pela escola. Levando em conta que o potencial solar é constante.
Como resultado, foi escolhido o projeto que fosse simples e funcional para nossa comunidade escolar: usar uma raquete de matar mosquito, que funciona por energia solar.
O grupo fixou uma placa fotovoltaica de 5V no encordoamento metálico da cabeça da raquete, permitindo que a radiação solar seja captada. Em seguida essa radiação transformada em energia elétrica passa por dois fios, negativo e positivo, para o circuito elétrico. Nesse circuito foi instalado um diodo, com o objetivo de estabilizar a potência energética para 2,5V. O circuito elétrico além de transferir a energia para o encordoamento metálico e para a bateria, permite que a raquete possa ser ligada e desligada. Quando desligada a energia é armazenada em uma bateria, dessa forma permitindo que a raquete solar seja utilizada à noite ou na falta de energia elétrica convencional do local.
O desenvolvimento do projeto incluiu aulas de iniciação à eletrônica básica, incidência solar e reutilização de materiais.
O projeto da raquete solar será apresentado na Feira de Ciências, em 16 de setembro de 2017. O resultado positivo do projeto estimulou a consciência criativa dos alunos do 8º ano a desenvolveram outro projeto: a utilização da energia solar, para automatizar a irrigação da horta da escola.
A equipe docente foi desafiada a participar de forma multidisciplinar, principalmente por se tratar de energia renovável e as questões de ataque aos mosquitos hospedeiros.
Considerado pelo corpo docente como um projeto empreendedor multidisciplinar, a raquete solar pode se tornar um produto inovador no mercado.



Foi produzido um circuito elétrico solar simples em uma raquete de matar mosquito.
A solução foi a utilização de radiação solar, transformada em energia elétrica, para gerar carga elétrica a uma raquete de matar mosquito. Dessa forma, não necessitando de energia elétrica convencional para gerar carga elétrica para a raquete funcionar.
A busca por soluções energéticas sustentáveis ligadas a possibilidade do cidadão em gerar sua própria energia elétrica, somado ao benefício à saúde, despertaram para o desenvolvimento desse projeto.

Como conclusão o projeto favoreceu a conscientização dos alunos e corpo docente, no que se refere a importância da utilização racional da energia, e como é mal aproveitado a fonte solar disponível.  O projeto contribuiu para a visão empreendedora e a criatividade dos alunos. Como exemplo, temos a continuidade desse projeto, utilizando o mecanismo da raquete solar como carregador universal USB de 5V.






Os ganhos identificados para a Escola, aborda a aplicação de conteúdos interdisciplinares, iniciação científica e atividades extraclasse. Criou-se a oportunidade para discutir sobre o nível de conscientização dos alunos em relação ao uso de energia elétrica na escola e em casa.
Os Alunos, se relacionaram com temas transversais, além de estimular a criatividade sobre as possibilidades de projetos, experiências científicas e empreendedoras em energia renovável. O despertar para a necessidade de mudança de hábitos na geração e usos energéticos. Despertando a sensação de mudança e o constante questionamento “ Porque essa tecnologia não foi aplicada antes no mundo? E porque não se aplica em tudo? ” Aí foi lançado o desafio. Por que não fazer? Dessa forma o horizonte foi se abrindo e a inspiração surgindo.
A Comunidade se beneficiará com utilização da raquete, principalmente em relação a diminuição do consumo energético, consequentemente redução do valor da conta de energia, além do estímulo ao uso da fonte solar. Contribuindo também com a diminuição dos insetos nas residências.
O projeto será apresentado na feira de Ciências, momento para a divulgação e o fator “agente multiplicador” agir.
Para os Docentes o projeto tornou-se dever, entendendo que, todos se beneficiam em torno de um projeto prático, inovador, envolvedor e necessário. 












Existe a intenção de continuar com o projeto, além de ser possível seguir com sua realização. O projeto da raquete solar, atuará nas campanhas de combate ao mosquito Aedes Aegypti, na escola. A proposta é que um novo projeto se desenvolverá com o objetivo de ter uma “raquete solar carregador universal USB 5V” possibilitando ampliar suas funções.






Houve inovação na maneira de conduzir o projeto com os alunos. Foram necessárias aulas de iniciação à eletrônica, segurança de trabalho e aprendizagem sobre a utilização de ferramentas como chave de fenda, alicate, solda, fios, baterias em aulas práticas. Transformando a sala de aula em um laboratório. Na escola foi realizado uma pequena campanha, com os docentes, para coletar raquetes que não funcionavam. Com o propósito de consertá-las, adaptando-as às técnicas do projeto da placa fotovoltaica.
Sim, os professores de ciências aderiram à metodologia utilizada, principalmente na horta da escola, onde o potencial energético solar será utilizado na horta, através da energia solar, para alimentar um irrigador automático para a horta.










Alunos participantes:
Ingrid Raisse AndradedeAlmeida, Isabel Cristina Parreiras, Keren Rodrigues de Holanda, Stephany Cristina Maia, Maria Clara Evangelista Gualberto Silva, Maria Eduarda Pires Fernandes, Thiago Bruno Neves de Carvalho, Laura Vitória Pereira.


Prêmio ArcelorMittal de Meio Ambiente 2017. Final, 03/10/2017.












Lapinha da Serra