geopntello

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sábado, 30 de julho de 2016

Canadá


O Canadá é um país rico em recursos minerais, com agricultura, indústria e economia muito ligadas aos Estados Unidos.

Território e população

Uma das características marcantes do Canadá é a desproporção entre sua população de 34 milhões de habitantes e o tamanho de seu território, que é o maior da América e o segundo maior do mundo, com cerca de 9.984.670 km2. Em virtude disso, o Canadá é pouco povoado e é um dos poucos países abertos à imigração.

A maior concentração populacional no país encontra-se ao longo da fronteira com os Estados Unidos, onde o clima é mais favorável à fixação humana. A região dos Grandes Lagos e o Vale do Rio São Lourenço são as áreas mais densamente povoadas, abrigando cerca de 62% da população total. Nesses locais, as densidades demográficas ultrapassam 200 hab./km2. As cidades mais populosas são Toronto, Montreal, Quebec e Ottawa, a capital do país.
O norte do território canadense, onde ocorrem os climas mais frios, é muito pouco povoado. A densidade demográfica nessa região chega a ser inferior a 1 hab./km2.

Imigração e qualidade de vida

O Canadá tem baixo crescimento vegetativo e enfrenta problemas deescassez de mão de obra. Para superá-los, na década de 1990 o governo ofereceu algumas facilidades para intensificar a entrada de imigrantes. Com isso, cerca de 1 milhão de pessoas migraram para o Canadá, atraídas pelas oportunidades de trabalho e pelo elevado nível de vida.

Nos últimos anos, os candidatos à imigração têm precisado satisfazer diversas exigências, visto que o governo canadense dá preferência aos profissionais qualificados em áreas nas quais necessita de mão de obra.

Em 2013, o Canadá ocupava a décima primeira posição no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), com um índice muito elevado (0,911).

Etnias

Os descendentes de franceses e, principalmente, de britânicos formam a maioria da população canadense. Outros grupos de europeus, além de indígenas, inuítes, imigrantes asiáticos e latino-americanos, completam a composição étnica do país.
Economia

A economia do Canadá é marcada pela intensa extração de recursos naturais, pela agropecuária moderna e altamente produtiva e pela industrialização dependente da economia dos Estados Unidos.
Recursos naturais

O subsolo canadense é rico em recursos minerais, como urânio, cobre, ouro, chumbo, zinco, ferro, petróleo, gás natural e carvão mineral. O Canadá tem as terceiras maiores reservas mundiais de petróleo e gás natural, além de grandes jazidas de carvão.

O relevo montanhoso a oeste favorece a produção de energia hidrelétrica, que constitui 60% da energia elétrica do país.

A exploração da taiga, vegetação nativa de grande parte do país, o torna o maior produtor mundial de papel e celulose. Atualmente, a extração da madeira é feita em áreas reflorestadas, com técnicas e equipamentos modernos.

Fonte: http://www.moderna.com.br/geografia

Estados Unidos

A maior potência econômica e militar da atualidade apresenta território com extensão continental e é o terceiro maior país do mundo, com cerca de 9.831.510 km2, incluindo os estados situados em território não contínuo: Alasca, a noroeste do Canadá, e Havaí, um arquipélago no Pacífico. Os Estados Unidos limitam-se com o Canadá, ao norte, e com o México, ao sul, e são banhados pelos oceanos Atlântico, na costa leste, Pacífico, na costa oeste, e Ártico, no Alasca.
Do ponto de vista físico, o território continental dos Estados Unidos — sem considerar os estados do Alasca e do Havaí — pode ser dividido em quatro grandes unidades: a leste, o relevo apresenta planaltos desgastados, como os Montes Apalaches; a oeste, estão as cordilheiras resultantes de dobramentos modernos, como as Montanhas Rochosas; e, no centro, as planícies centrais. No litoral do Atlântico, localiza-se a Planície Costeira, formada por terrenos sedimentares.



Por causa da complexa formação geológica do território estadunidense, há em seu subsolo grande variedade de minérios e fontes de energia, como petróleo e gás natural, ferro, alumínio, cobre, entre outros (figura 2). As grandes bacias de carvão nos Montes Apalaches e na região dos Grandes Lagos foram essenciais para o êxito do desenvolvimento industrial no século XIX nos Estados Unidos, sobretudo para o nordeste do país, até hoje a região mais industrializada.
Organização do espaço

Tanto as indústrias como a agricultura dos Estados Unidos estão entre as mais produtivas e modernas do mundo. Essas atividades são fundamentais na organização do espaço estadunidense.
Indústria

De industrialização antiga e tradicional, o nordeste do país é conhecido como Manufacturing Belt (Cinturão Industrial) em razão da grande concentração de fábricas. Entre as indústrias locais destacam-se a siderúrgica, a química, a metalúrgica, a automobilística e a eletrônica. É nessa região que estão situados a capital, Washington, e o principal centro econômico-financeiro do país: a cidade de Nova York.
Sun Belt (Cinturão do Sol)

Após a Segunda Guerra Mundial, novas áreas no sul e no oeste do país foram dinamizadas com obras de infraestrutura construídas pelo governo para desconcentrar a indústria do nordeste. Entre os principais fatores dessa iniciativa estavam o crescimento do comércio com o Japão e a segurança do território, além da exploração de petróleo no Golfo do México e na Califórnia, que atraiu investimentos, empresas e pessoas para a região.

Nesse período, houve grande entrada de imigrantes no país, principalmente de mexicanos no sul, de cubanos na Flórida e de asiáticos na costa do Pacífico, o que gerou disponibilidade de mão de obra barata. Além disso, 3 milhões de pessoas deixaram o Manufacturing Belt e dirigiram-se para esses novos polos industriais que se formavam.

Vale do Silício

Nesses novos polos, instalados próximos a grandes universidades e seus centros de pesquisa, desenvolveram-se indústrias de alta tecnologia. Na Califórnia, por exemplo, o Vale do Silício concentra as indústrias de informática, tecnologia e telecomunicações. Essa área tem grande importância estratégica para os Estados Unidos, pois está mais próxima dos mercados asiáticos — os que mais crescem na economia global.

A agricultura nos Estados Unidos é altamente mecanizada, emprega pouca mão de obra e está intimamente ligada às agroindústrias. A utilização da ciência e da tecnologia permite alto rendimento e grandes colheitas.

Nos últimos anos, a agricultura dos belts vem sofrendo modificações, visto que áreas monocultoras estão sendo ocupadas pelo gado e também por novas culturas, como o sorgo.

Na Califórnia, estado situado no oeste do país, desenvolve-se a fruticultura irrigada em áreas desérticas e destaca-se a produção de vinho (figura 11). Desde o Golfo do México até a porção central da costa leste são plantadas frutas e cana-de-açúcar no chamado Sun Belt (Cinturão do Sol). O uso intenso de mecanização e de tecnologia consolida os Estados Unidos como a grande potência agrícola do mundo. 

A região Nordeste (cinturão dos manufaturados). É uma região com grande concentração populacional e urbana, a exemplo da megalópole Boswash (Boston, Nova York, Filadélfia até Washington). Apresenta grande concentração industrial desde o século XIX, importantes instituições de pesquisa, mão de obra qualificada e mercado consumidor. Diversos recursos naturais estimularam a industrialização da região, a exemplo do ferro, do carvão (região dos Apalaches) e dos recursos hídricos (transporte e geração de energia).  

Os blocos econômicos como o NAFTA (EUA, Canadá e México) são uma característica da globalização da economia, uma vez que permitem o aumento do comércio entre os países sócios através da redução das tarifas de importação. Todavia, por vezes, os países membros combinam tarifas mais elevadas com relação ao comércio com nações fora do bloco, principalmente no caso da implantação da união aduaneira. Este tipo de medida acaba inibindo o comércio com outras regiões do mundo e pode constituir obstáculo ao crescimento do comércio multilateral (entre todos os países) defendido pela OMC (Organização Mundial do Comércio).

O Foro de Cooperação Econômico Ásia Pacífico / Aliança do Pacífico tem como premissa:

• ampliação do mercado consumidor
• ampliação dos fluxos de turistas entre os participantes
• aumento dos fluxos de capital entre os países-membros
• crescimento do intercâmbio de serviços dentro do bloco
• perspectiva de aumento dos investimentos diretos externos
• possibilidade de geração de emprego e renda pela ampliação do comércio externo.

Uma das vantagens da posição geográfica do litoral:
• Como todos os países têm litoral no Oceano Pacífico, isso facilita o intercâmbio com os países asiáticos com quem eles já possuem acordos comerciais.
• O litoral no Oceano Pacífico favorece o comércio com a Costa Oeste dos Estados Unidos.
• Alguns países possuem litoral no Pacífico e no Atlântico, o que facilita o comércio com um número muito grande de territórios na Ásia, Oceania, América do Norte e Europa Ocidental.

Fonte: http://www.moderna.com.br/geografia


O continente americano


O continente americano destaca-se por sua grande extensão no sentido norte-sul e pela variedade de solos, climas e formações vegetais.

É o segundo maior do mundo, com área de 42.209.248 Km2

A regionalização por critério geográfico, assim como ocorre com o espaço mundial, existem diferentes formas de regionalizar a América. Os dois critérios mais comuns de regionalização levam em consideração: a localização das terras, a colonização e o desenvolvimento socioeconômico do país, ao instituir suas formas de organização social e o modo de produção.

Na América, destacam-se quatro grandes formas de relevo, que se distinguem uma da outra pela altitude: as altas cordilheiras do oeste, as planícies e as depressões do centro e os planaltos e montanhas antigos desgastados do leste. O relevo e a hidrografia foram muito importantes no processo de ocupação do continente americano e na distribuição atual da população.Cerca de 972 milhões de habitantes da América ocupam os territórios de forma desigual. Essa distribuição irregular é explicada por fatores históricos, econômicos e naturais — entre os quais estão as tendências de concentração urbana em zonas litorâneas, o padrão de povoamento surgido com a colonização europeia e a dificuldade de ocupação das altas montanhas e dos desertos. 

Os índices mais altos de densidade demográfica são encontrados na porção leste, a primeira do continente americano a ser colonizada pelos europeus. O relevo, constituído principalmente por planaltos de baixa altitude, e as extensas formações vegetais que existiam na região favoreceram a ocupação humana.

Os extremos norte e sul da América apresentam as menores densidades, em virtude de seu clima muito frio.
As porções central e oeste do continente apresentam baixa densidade demográfica. No centro, esse índice se relaciona à presença da Floresta Amazônica e de extensões áridas e semiáridas na América do Sul. Já na América do Norte, a ocupação humana na porção central é dificultada pela ocorrência de climas muito secos. No oeste, tanto na América do Sul como na América do Norte, um fator limitador para o povoamento é o relevo montanhoso.

América Anglo-Saxônica

Na segunda metade do século XIX, a América Anglo-Saxônica, em especial os Estados Unidos, passou por um período de crescimento econômico que promoveu melhorias das condições de vida e redução das taxas de mortalidade. Isso proporcionou um rápido crescimento da população, relacionado também à vinda de muitos imigrantes.

No início do século XX, as taxas de natalidade diminuíram, influenciadas pelo alto custo da criação dos filhos, pela entrada da mulher no mercado de trabalho, pela disseminação de métodos anticoncepcionais e pelo planejamento familiar. A partir de 1950, a redução da natalidade, associada a um rigoroso controle da imigração, resultou na queda do crescimento demográfico.

América Latina

Na América Latina, os acontecimentos se deram de modo diferente. Justamente no período em que o número de habitantes da América Anglo-Saxônica começava a diminuir, nos países latino-americanos iniciava-se uma explosão demográfica. Houve aumento nas taxas de natalidade e redução da mortalidade como consequência de melhorias médico-sanitárias: campanhas de vacinação, investimento em atendimento médico-hospitalar, tratamento de água e coleta de lixo e esgoto.

O território americano é rico em recursos naturais que são explorados de várias maneiras: a formação geológica do continente propicia a exploração de recursos minerais; a presença de dois oceanos, que banham as costas leste e oeste do continente, favorece a atividade pesqueira; a existência de uma extensa rede hidrográfica facilita a obtenção de energia elétrica; os diversos tipos de clima, as variadas formas de relevo e os diferentes tipos de solo contribuem para a prática da agropecuária.

Fonte: http://www.moderna.com.br/geografia.

terça-feira, 26 de julho de 2016

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