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quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Entenda a Divisão Política e Econômica do Brasil



O IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – tem, dentre outras finalidades, elaborar divisões regionais do território brasileiro, de modo a poder agrupar e divulgar dados estatísticos. A primeira divisão territorial das unidades federativas – 26 estados e o Distrito Federal – em macrorregiões ocorreu em 1942, sendo esta composta por oito partes: Região Norte, Região Meio-Norte, Região Nordeste Ocidental, Região Nordeste Oriental, Região Leste Setentrional, Região Leste Meridional, Região Sul e Região Centro-Oeste.
A partir das transformações geopolíticas ocorridas entre as décadas de 1950 e 1960, uma nova divisão foi proposta em 1970, consistindo em cinco Regiões: Norte, Nordeste, Sudeste, Sul e Centro-Oeste. Essa divisão perdura até os dias de hoje, tendo sofrido alterações estruturais menores – como a criação dos estados de Mato Grosso do Sul e Tocantins, e a elevação dos territórios de Rondônia, Roraima e Amapá à condição de estados –, as quais, porém, não modificaram a quantidade de regiões que compõe o modelo.
 Fonte: IBGE. Adaptado. Disponível em: http://www.ibge.gov.br/home/geociencias/geografia/default_div_int.shtm.

Além dessa classificação político-administrativa, o Brasil é dividido em três regiões geoeconômicas (ou complexo regionais), levando-se em conta a homogeneidade econômica e histórico-social de cada região: complexo regional da Amazônia, complexo regional do Nordeste e complexo regional do Centro-Sul.
O primeiro desses complexos é caracterizado pela presença da floresta amazônica que, de acordo com o IBGE, caracteriza-se predominantemente como uma floresta ombrófila densa e aberta, com árvores de médio e grande porte e ocorrência de cipós, bromélias e orquídeas. Ainda de acordo com o Instituto, trata-se da maior reserva de diversidade biológica do mundo, ocupando 49,29% do território nacional. Neste complexo há também a bacia amazônica, com área de aproximadamente 6,5 milhões de quilômetros quadrados. Por todas estas peculiaridades, este complexo é caracterizado pela extração dos abundantes recursos minerais e vegetais.
O complexo regional do Nordeste é composto por quatro sub-regiões: zona da mata, agreste, sertão e meio-norte. É caracterizado pela concentração de renda e de terra, com parte de sua população vivendo em situação de fragilidade econômica. Outro problema que atinge parte deste complexo é a seca, que agrava os problemas socioeconômicos, pois por vezes inviabiliza a atividade agrícola, estimulando o êxodo rural. Apesar disto, apresenta grandes atrativos turísticos, o que movimenta a indústria hoteleira e de turismo.
Por fim, o complexo do Centro-Sul concentra a maior parte da produção industrial e agrícola do país. Incluindo as cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, é a região geoeconômica que concentra as sedes de empresas nacionais e multinacionais, sendo responsável por mais de 70% do PIB (Produto Interno Bruto), abrangendo os municípios com maior renda per capita e melhores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil. Além disso, esta região está em cima de parte do Aquífero Guarani, segundo maior em volume de água do mundo.

 Fonte: IBGE. Adaptado. Disponível em: http://atlasescolar.ibge.gov.br/images/atlas/mapas_brasil/

Dicas Para Estudar em Casa Para o Enem

Se você vai prestar o Enem e não está matriculado em um cursinho ou escola regular, independentemente de ter concluído ou não o ensino médio, já sabe que deverá estudar em casa, na maioria das vezes sozinho, para conquistar uma boa nota e atingir seus objetivos com a prova.
Mas então, o que fazer? Veja as dicas fundamentais para quem vai estudar em casa nos próximos meses e quer mandar bem no exame.
Disciplina e determinação
Estudar sozinho requer muito destas duas qualidades. Disciplina por que não haverá ninguém orientando nem supervisionado seus estudos, e determinação para se manter focado e não se “perder” com distrações e nem desanimar durante toda a preparação.
Horário / rotina
Conciliar os estudos com a rotina de trabalho e/ou outros compromissos não é tarefa fácil. Por esse motivo é fundamental criar um cronograma definindo quantas e quais horas dos dias serão dedicadas a preparação para o Enem. Não se esqueça de reservar algumas horas também para os finais de semana.
Buscar conteúdos
A dica aqui é para que você procure primeiramente conhecer quais assuntos fazem parte do conteúdo programático do exame. Conhecendo o que é exigido no Enem, você será capaz de filtrar na internet o que pode ser útil nos seus estudos.
Fazer simulados e provas passadas
Resolvendo simulados e edições anteriores, você terá contato antecipadamente com todas as dificuldades de se prestar uma prova extensa e cansativa como a do exame nacional. Além disso, seus resultados poderão ser utilizados para avaliar a eficiência dos estudos.
Portanto, tenha em mente que uma preparação bem organizada, mesmo sem o acompanhamento em sala de aula, pode sim fazer diferença na hora do exame!


Estudando Energia para o Enem – Fontes energéticas



A interdisciplinaridade no Enem
O Exame Nacional do Ensino Médio é uma prova bastante interdisciplinar. Para comprovar isso, podemos começar analisando a forma de divisão da prova. Repare que os cadernos de prova não são divididos da mesma forma que as disciplinas do Ensino Médio, por exemplo, geografia, história, física, biologia, etc. Essas disciplinas se relacionam em quatro grandes áreas do conhecimento: linguagens, matemática, ciências humanas e ciências da natureza.
Pensando nisso, buscamos alguns temas que podem ser abordados de diversas formas e cobrados em questões de várias disciplinas. Um exemplo disso é o estudo das relações étnicos raciais que já vimos como ser cobrado tanto em uma questão de Geografia como de História da Arte
Outro assunto bastante cobrado no Enem em várias áreas do conhecimento é o estudo da energia. Para iniciar uma série de dicas de estudo sobre energia, vamos ver qual são as principais fontes energéticas. Você se lembra das características de cada uma delas?
Fontes energéticas
Uma classificação muito comum a ser feita quando se trata de fonte de energia é analisar se esta é renovável ou não renovável.
As energias renováveis são aquelas cujas fontes não se esgotam ao longo do tempo. Por exemplo, a energia solar, que tem como fonte o calor do Sol, que é algo que não se acaba. Todos esperamos que o Sol não vá deixar de existir de um dia para o outro, certo? Nem mesmo em dias chuvosos!
Por isso, não confunda: a fonte de energia deve ser inesgotável, mesmo que ela seja temporal / sazonal.


Os principais tipos de energias renováveis são:
Energia Solar
Tendo como fonte a luz do sol, essa energia pode ser aproveitada como fotovoltaica (efeito fotoelétrico para produção de eletricidade) e térmica (utilização do calor do sol para aquecimento de água para uso direto ou geração de vapor d’água). É uma energia limpa mas tem elevado custo no Brasil.
Energia Eólica
Tem como fonte o vento que ativa turbinas e geradores transformando energia mecânica em elétrica. É também uma energia limpa mas seus equipamentos são caros e a eficiência depende da região da usina, já que há lugares que os ventos são mais fortes.
Energia Hidrelétrica
É utilizada a água dos rios para movimentação de turbinas, transformando energia mecânica em elétrica. Bastante utilizada no Brasil por ser uma região ampla e com bastante recurso hídrico. Sua aplicação causa alguns impactos ambientais e sociais por causa do alagamento da região da usina, por isso deve ser bem planejada.
Biomassa
Essa produção de energia consiste na queima de materiais orgânicos, como bagaço de cana, lenha e outros resíduos. Durante a combustão, há liberação de gás carbônico, porém, este é utilizado pela própria vegetação para a fotossíntese. Por isso, caso tenha um controle dessa produção, ela pode ser considerada uma energia limpa.
As energias não renováveis são aquelas cujos recursos são limitados. Um exemplo é a termoelétrica que tem como fonte de energia a queima de combustíveis fósseis. Se o recurso se esgota, não há mais como produzir energia daquela forma.



Quanto às energias não renováveis, podemos separar da seguinte forma:
Combustíveis fósseis
Aqui ficam inclusos o petróleo, o gás natural, o carvão mineral, o xisto, etc. Essa fonte de energia é responsável por aproximadamente 80% da matriz energética do mundo. Por isso, é a principal fonte de energia em questão de importância econômica e política. Apesar de ser mais lucrativa, a queima desses combustíveis fósseis é muito poluente e responsável por grande parte do efeito estufa e aquecimento global.
Energia nuclear
O principal material utilizado para produção de energia nuclear é o urânio-235, que é um elemento radioativo. A fissão nuclear desse elemento é causada em reatores nucleares, havendo liberação de grande quantidade de energia. As usinas nucleares não são poluentes e a eficiência dessa produção é alta. Porém, seu uso deve ser muito controlado já que, em caso de acidente, o impacto é muito grande por ser um elemento radioativo.

Conhecendo as principais fontes de energia, vamos aplicar esse conhecimento em diversas áreas (química, física, geografia, história) e analisar como o Enem trata esses assuntos em suas questões. 

Redação no Enem: Tipos de Estratégias Argumentativas






Posted: 30 Apr 2015 11:52 AM PDT
A dissertação-argumentativa é um tipo textual da ordem do argumentar, isto é, ao mesmo tempo em que dissertamos sobre um tema temos de convencer o nosso leitor, por meio de argumentos e estratégias argumentativas, de que a nossa tese é a mais adequada ou correta. Portanto, redações no Enem que apenas dissertam fogem do tipo textual requerido pelo exame e, deste modo, zeram na segunda competência “compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas do conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo em prosa”.
O candidato deve, primeiramente, criar uma tese, ou seja, um ponto de vista acerca do tema abordado pela proposta de redação do Enem e fundamentá-la em argumentos e em estratégias argumentativas a fim de convencer o leitor de que a sua opinião está correta.
Há mais de um tipo de argumento e de estratégias argumentativas as quais o autor de uma dissertação-argumentativa, um artigo opinativo, um editorial ou uma resenha crítica – gêneros da ordem do argumentar – pode recorrer a fim de cumprir o propósito de expor a sua opinião, embasá-la e convencer o seu leitor.
Normalmente, a tradicional dissertação-argumentativa já traz na sua introdução a tese do autor, ou seja, o seu ponto de vista que será defendido ao longo de todo o texto. Para embasar essa tese, o autor pode lançar mão de um ou dois argumentos principais e estratégias argumentativas que os fundamentem:
 Argumento Concreto: esse tipo de argumento é uma prova cabal do que está sendo dito pelo autor e trata-se de dados estatísticos oriundos de pesquisas confiáveis, fatos reais que comprovam a tese do autor, textos legislativos (leis de todas as instâncias) etc.
 Argumentos Lógicos: já esse tipo de argumento é oriundo de um raciocínio lógico que estabelece relações de sentido lógicas, como por exemplo, comparações, causa e efeito, deduções, hipóteses, inferências etc.
 Argumento Autoritário: esse tipo de argumento traz uma citação de uma autoridade, de um especialista sobre o tema abordado pela proposta de redação que pode ser um pesquisador, um professor, um profissional formado na área ou imerso no tema etc.
Alguns autores de livros didáticos e apostilas colocam como tipo de argumento o de consenso, isto é, uma verdade universal, mas gostaríamos de chamar a atenção para esse conceito, pois ele pode nos fazer cair no senso comum.




Posted: 07 May 2015 12:30 PM PDT
Inúmeras discussões são realizadas entre professores de Língua Portuguesa do ensino básico e docentes universitários das áreas de língua e linguagem acerca do uso da 1ª pessoa do singular (eu) em dissertações-argumentativas, mas a verdade é que a maioria das grades de correção dos vestibulares que pedem esse tipo textual condenam, digamos assim, a interlocução marcada entre autor e leitor em dissertações-argumentativas.

Diferentemente da situação de produção de um texto que circula nas esferas sociais, com autor, motivação, objetivos e público-alvo específicos, a situação de produção de uma dissertação-argumentativa é uma situação simulada, ficcionalizada, pois trata-se de um tipo textual exclusivo da esfera escolar na qual um contexto e um tema precisam ser criados a fim de se cumprir uma proposta de redação também simulada. Toda essa simulação é necessária porque não há uma real motivação, exceto pedagógica e avaliativa, para se escrever uma dissertação-argumentativa.
Como há esse deslocamento de uma situação de produção real na qual há uma verdadeira motivação (como escrever uma carta de leitor para um jornal, um relatório para a empresa, uma carta aberta para alguma autoridade, um resumo para um professor, uma entrevista para uma revista etc) para uma situação avaliativa de uma prova, como é o caso do Enem,deve-se evitar o uso da 1ª primeira do singular, o uso do imperativo (ordem) e também deve ser evitada a referência da coletânea de textos motivadores e da proposta de redação em si, já que devemos nos colocar como autores que possuem a voz do bom senso e da razão que objetivam convencer um leitor que representa um leitor universal (também simulado), ou seja, qualquer pessoa que é alfabetizada.
Assim, devemos evitar o uso da 1ª pessoa do singular e do imperativo para não estabelecermos uma interlocução com o nosso leitor. Outras marcas que devem ser evitadas pela mesma razão são as de 2ª pessoa do singular (você, seu, sua, teu, tua etc) e do plural (vocês, seus, suas, teus, tuas etc).
Além disso, já que devemos imaginar um leitor universal para as nossas dissertações-argumentativas, não podemos pressupor que ele conhece a coletânea de textos motivadores e a proposta de redação em si e, assim, devemos evitar escrever, por exemplo: “segundo o texto um da coletânea” e “de acordo com a coletânea de textos motivadores”.



Posted: 02 May 2015 09:30 AM PDT
As figuras de linguagem são recursos linguísticos utilizados para aumentar a expressividade da mensagem transmitida em um texto. Existem muitas figuras de linguagem, sendo que algumas são mais cobradas nos vestibulares e no ENEM, principalmente na prova de linguagens, códigos e suas tecnologias.
Há algumas figuras de linguagem bem próximas quanto a seu significado ou uso, o que costuma causar bastante confusão entre os alunos, surgindo erros de interpretação. Levando isso em conta, vamos apresentar as principais figuras que têm semelhanças e costumam causar dúvidas, através da aproximação delas e discutindo suas principais diferenças. Para iniciar, vamos hoje entender a diferença entre antítese e paradoxo.
Antítese é a aproximação de duas palavras de sentidos opostos, ou seja, na mesma frase ou verso serão usadas duas palavras de sentidos contrários. Para ficar mais claro, vejamos exemplos:
“Eu vi a cara da morte, e ela estava viva”. Cazuza.
“Onde queres bandido sou herói.” Caetano Veloso.
“Já estou cheio de me sentir vazio, meu corpo é quente e estou sentindo frio.” Renato Russo
“Do riso se fez o pranto” Vinícius de Moraes.
Observe que em todas essas frases (ou versos) estão presentes duplas de palavras opostas. O mais importante aqui é observar que, apesar de opostas, a situação descrita é possível.
Em “Onde queres bandido sou herói.”, o personagem não é bandido e herói ao mesmo tempo. Espera-se, por uma segunda pessoa, que ele seja bandido. Entretanto, há uma quebra de expectativa quando, na verdade, ele é herói.
E assim por diante. Em “meu corpo é quente e estou sentindo frio.”, isso é possível em caso de febre. “Do riso se fez o pranto” mostra que não se sorrio e chorou ao mesmo tempo, mas que a partir do riso, iniciou-se um pranto. Entender isso é essencial para perceber a diferença entre antítese e paradoxo.
Paradoxo ocorre quando a aproximação de palavras opostas causa uma incoerência, uma contradição. Ou seja, quando não é possível ter as duas oposições naquele determinado contexto. Observe:
“Mas que seja infinito enquanto dure” Vinícius de Moraes.
“O mito é o nada que é tudo.” Fernando Pessoa.
“Estou cego e vejo” Carlos Drummond de Andrade.
“É ferida que dói e não se sente” Camões.
Note que doer é uma sensação do tato. Logo, é impossível sentir a dor e não sentir nada ao mesmo tempo. Assim como enquanto dure traz a ideia de finitude e é impossível ver sendo cego, etc. Portanto, tanto em antítese quanto em paradoxo há a aproximação de duas palavras de sentidos contrários. Porém, apenas no paradoxo há contradição envolvida.
Dessa forma, sempre que quiser diferenciar essas duas figuras de linguagem, basta observar, dentro do contexto que as palavras opostas estão inseridas, se há contradição envolvida.


Posted: 10 May 2015 12:59 PM PDT
Assim como a antítese e paradoxo, as figuras de linguagem eufemismo, hipérbole e gradação também podem ser estudadas em conjunto por haver uma relação de sentido entre elas, o que facilita a compreensão de seus significados.
Vamos, primeiramente, analisar como figura separadamente.
Eufemismo
Tem a função de atenuar, ou seja, amenizar uma determinada mensagem. No dia-a-dia, fazemos isso principalmente quando comunicamos algo ruim. Por exemplo, são famosas as expressões “Ele descansou” ou “Virou um anjo ou uma estrela” para dizer que alguém faleceu. Isso porque a morte é um assunto delicado de se tratar diretamente. Assim como a mentira pode ser substituída pela expressão “faltar com a verdade”.
Hipérbole
Trata-se da figura contrária ao eufemismo. Se eufemismo ameniza uma ideia, a hipérbole exagera. É só reparar no nome: HIPER-bole. Aquilo que é hiper é grande. Quando dizemos, por exemplo, que “estamos morrendo de fome”, realmente não vamos morrer em alguns minutos por estar passando fome. Ou seja, essa é uma expressão que exagera a realidade, assim como “tinha um mar de gente” para dizer que estava lotado ou “chorei litros assistindo aquele filme” para afirmar que chorou bastante.
Agora que já entendemos essas figuras e podemos assimilar a oposição existente entre elas, fica mais fácil compreender a última figura (gradação), que utiliza uma das anteriores (eufemismo ou hipérbole).
Gradação
Consiste na figura que utiliza uma sequência de palavras de maneira gradativa, dentro de uma mesma ideia. Para entender o que é gradativo, pense numa escala de vários tons de cinza. Em um extremo, teremos um tom mais claro de cinza, próximo do branco. No extremo oposto, encontramos um tom mais escuro de cinza, próximo do preto.
Agora podemos mentalmente substituir o branco e o preto da escala de cinzas pelas figuras eufemismo e hipérbole. Na gradação, a sequência de palavras podem ir se amenizando (se tornando uma a uma mais eufêmica) ou ir se exagerando (se tornando uma a uma mais hiperbólica). Vejamos exemplos para tornar mais claro:
De repente o problema se tornou menos alarmante, ficou menor, um grão, um cisco, um quase nada.
Nesse caso, as palavras, em relação a seus significados, vão diminuindo gradativamente.
Isso é igual em todo lugar: aqui, ali, na esquina, em outro país, do outro lado do mundo.
Já nessa frase, a gradação acontece de maneira progressiva, já que a cada palavra, aumenta-se a distância.
Dessa forma, percebe-se que na gradação temos a presença do eufemismo ou da hipérbole e que essas últimas são opostas.


*CAMILA DALLA POZZA PEREIRA é graduada e mestranda em Letras/Português pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Atualmente trabalha na área da Educação exercendo funções relacionadas ao ensino de Língua Portuguesa, Literatura e Redação. Foi corretora de redação em em importantes universidades públicas. Além disso, também participou de avaliações e produções de vários materiais didáticos, inclusive prestando serviço ao Ministério da Educação (MEC).
**Camila também é colunista semanal sobre redação e uma das professoras do Programa de Correção de Redação do infoEnem. Um orgulho para nosso portal e um presente para nossos milhares de leitores! Seus artigos são publicados todas às quintas-feiras, não perca!






Duas Dicas Para Encarar Melhor o Vestibular*


O vestibular certamente é um dos grandes desafios de um jovem. Talvez, o maior deles. Isso porque é neste momento que o estudante decide o que irá fazer para o resto da vida e, além disso, arcará com todas as dificuldades e consequências de sua escolha.
Uma vaga num curso concorrido, numa universidade conceituada, tem obviamente muitos candidatos. Não é nada fácil. Somando-se ainda a pressão da família e dos amigos, a falta de tempo (muitos trabalham e estudam!) ou ainda a falta de dinheiro, temos uma situação extremamente delicada, na qual a carga emocional pode levar facilmente ao estresse e ao desespero, impedindo que o vestibulando consiga se concentrar nos estudos.
Foi pensando justamente nisso que decidi escrever este artigo. Uma tentativa de mostrar aos candidatos mais ansiosos uma maneira diferente de olhar para esse período tão crítico. Farei minhas considerações em dois tópicos, para deixá-las mais claras.
1.       Este momento é decisivo, mas nem tanto.
Eu sei que você está decidindo seu futuro, mas tenha calma. Tudo tem volta e essa não é sua única chance. Caso não seja aprovado, ano que vem poderá tentar novamente e, caso erre na escolha, não há problema em recomeçar. Tenho muitos amigos que chegaram a terminar um curso e, só depois, perceberam que não era o que queriam para sua carreira profissional. Mudaram, fizeram outra faculdade e se “deram bem” na vida. Ou seja, ao escolher errado, dá tempo de voltar sim!
2.       Não se preocupe com a prova e sim com seus concorrentes.
Vejo muitos alunos com medo da prova, vasculhando notas de cortes de anos e anos atrás. Essa atitude, além de estressar, não faz o menor sentido. Afinal, não importa se o exame será fácil ou difícil, nem se a nota de corte foi alta ou baixa nas edições anteriores. O importante é você ir melhor que os outros. Por exemplo, caso um curso tenha 50 vagas e 1.000 candidatos, não importa se a prova será fácil ou difícil. Serão aprovados os 50 melhores candidatos. Portanto, sua meta é estudar o necessário para estar entre os classificados. Esqueça notas de corte e concorrência, pois só irá perder seu tempo. Deixe isso com os outros. Enquanto eles buscam tais informações, você estará estudando e se colocando entre os melhores.
Essas duas dicas, embora bastante simples, podem fazer toda a diferença neste momento. Afinal, a primeira fará com que você diminua, pelo menos um pouco, o peso que é enfrentar um vestibular. Já a segunda ajudará a manter a concentração nos estudos e na prova que está por vir, e não no que já passou.

*FERNANDO BUGLIA é formado em física pela UNICAMP e atua como professor de ensino médio e cursinho pré-vestibular na rede particular. Também é um dos criadores do infoEnem.


terça-feira, 25 de agosto de 2015

Lago Titicaca Peru



























Educação empreendedora

Ter atitude empreendedora é ter uma postura proativa diante da vida.

Empreender, realizar, fazer ou executar. Identificar oportunidades, agarrá-las e buscar os recursos necessários. Toda e qualquer realização começa na mente de alguém, que tem atitude e vontade suficientes para colocar aquilo em prática. Essas pessoas são conhecidas como empreendedoras, ou seja, aquelas que sempre buscam realizar seus sonhos, ser independentes, acreditando que aquela ideia dará certo. Quem tem espírito empreendedor é capaz de produzir o que deseja e idealiza, tendo assim uma capacidade constante de transmitir credibilidade e inspirar outras pessoas, tornando -se um verdadeiro líder.
ter atitude empreendedora é o equivalente a ter uma postura proativa diante da vida. Quando a pessoa aprende a planejar, estabelecer metas, lidar com as dificuldades a partir de uma perspectiva mais criativa e otimista, ela se torna mais autossuficiente. 

Equipe Linha Direta. Educação por escrito. Edição 207. Ano 18. Junho 2015.

terça-feira, 9 de junho de 2015

Como fazer um projeto de pesquisa.


Projeto de pesquisa é um trabalho científico em que se organizam as diversas etapas de uma proposta teórica, a ser formulada a respeito de determinado assunto. Sua característica principal é o desenvolvimento do processo de análise de uma proposta teórica prévia, que poderá ser validada ou não.
A formulação de um projeto de pesquisa exige requisitos prévios. Sequencialmente, estes podem ser: o pesquisador deve ter conhecimentos em profundidade sobre a área que pretende pesquisar; em segundo, precisa definir o assunto que abordará na sua atividade de pesquisa; em terceiro, deve conhecer a tipologia de raciocínios que aplicará sobre o assunto, para que sejam geradas as hipóteses que serão desenvolvidas na investigação sistemática dos fatos pesquisados.
Etapas de desenvolvimento do projeto.
Uma vez definida a proposta de trabalho, seguem-se as etapas, que podem ser sintetizadas em duas grandes vertentes: a pesquisa de fontes bibliográficas e a análise e seleção do material de pesquisa coletado.

Identificação de fontes documentais.

Considera-se documento a fonte que contém informações fundamentais sobre a proposta de trabalho: documentos audiovisuais, documentos cartográficos e textuais.
Entre os textuais: livros, jornais, revistas, internet.
O processo de conhecimento é o resultado de informações reunidas e devidamente combinadas. Sabe-se que a informação se classifica em verbal e não verbal, importando à comunicação do conhecimento humano a informação verbal, para a qual o homem inventou e desenvolveu métodos de produzir, reunir, classificar, armazenar e reproduzir documentos.

Análise e seleção do material de pesquisa coletado.
Essa etapa depende diretamente dos atos de ler e organizar o material obtido após a leitura. Saber estudar é saber ler. Diante dos seguintes questionamentos o que ler? Como ler?
Ler é apreender as ideias contidas numa fonte documental, conseguindo o leitor, pelo ato da leitura, evidenciar o sentido daquilo que leu. Evidenciar o sentido da fonte consultada.
Formulação do projeto de pesquisa.

Estrutura geral: introdução, dados (evidências), metodologia (forma de construção do texto), cronograma, orçamento (é possível?), bibliografia.

O título do projeto deve refletir, o mais aproximadamente possível o propósito da pesquisa.
De um modo geral, as linhas mestras são as seguintes: expor com clareza e de maneira amarrada e cronológica o que se obteve da literatura consultada e que seja mais significativo para justificar a pesquisa; baseando-se nesses dados, deixar bastante clara a hipótese do trabalho e sua importância; deve-se concluir com a exposição do objetivo que se pretende atingir com a pesquisa a ser realizada.

Dados e metodologia.

Quanto a metodologia, pode-se sintetizar o conceito de pesquisa como uma atividade que busca a solução de um problema; para que o problema possa ser solucionado, vários caminhos se oferecem ao pesquisador, entre eles a escolha da metodologia a ser utilizadas e de técnicas a serem aplicadas.
Método é o caminho através do qual se busca atingir alguma coisa: no caso da pesquisa, o método é um dos caminhos para a solução do problema.

Método comparativo – estabelece procedimentos de comparação entre elementos, para evidenciar-lhes as semelhanças e/ou as diferenças;

Método de estudo de caso – dedica-se a descrição minuciosa de um caso, ou teoria.

Método estatístico – faz de procedimentos estatísticos, para a interpretação dos dados analisados.

Como um prolongamento dos métodos, encontram-se as técnicas, que são o conjunto de processos usados para a obtenção de dados.

Técnica de entrevista – obtida através de questionários ou por formulários.

Técnicas de testes – é a utilização de instrumentos padronizados com a finalidade de obtenção de dados específicos e quantitativos.

Técnicas de pesquisa de mercado – alcançar informações organizadas e sistemáticas sobre o mercado, a fim de que sejam minimizadas as margens de erro.

Métodos e técnicas, usados em conjunto, adequadamente, resultam em uma atuação positiva para o pesquisador.

CRONOGRAMA
Para organizar um cronograma, deve-se calcular o tempo, que vai ser gasto em cada etapa do projeto.
Todas as atividades devem ser previstas, inclusive a elaboração dos relatórios parciais e finais.

ORÇAMENTO
Tudo o que for necessário à execução do trabalho deve ser relacionado no orçamento.

BIBLIOGRAFIA
Deve ser relacionada no final do projeto de pesquisa.


Como fazer um projeto de pesquisa/ Martha de Oliveira Guerra, Nancy Campi de Castro. 5. Ed. Juiz de Fora: EDUFJF, 2002. 50 p.

Lapinha da Serra